terça-feira, 8 de julho de 2014

A criança e o brincar

A brincadeira é para a criança algo natural, fundamental para sua aprendizagem e desenvolvimento cognitivo, social, físico e psíquico. Para que ela ocorra é necessário que a criança seja estimulada a explorar objetos, ambientes e estabeleça relações significando suas experiências. Quando ela age sobre um objeto através da brincadeira ela o investiga utilizando seus conhecimentos prévios na solução de problemas e assim aprende novas possibilidades.
A brincadeira trambém tem uma forte característica social e cultrural , ou seja ela é aprendida, transmitida pelos adultos e por outras crianças. Assim sendo o ambiente, o brinquedo e as pessoas são fundamentais para que ela aconteça.
Dependendo da região, dos materiais a que se tem acesso e os valores culturais alí inseridos a brincadeira ganha variações, novas formas e outras regras.
Mesmo quando está brincando sozinha com seus brinquedos ela trás à tona suas memórias de situações vividas, representando o que vê em seu cotidiano.
Como nos diz Daniela Girotto (2013, p 24):
" [...] É importante dizer, porém , que a criança não está reproduzindo apenas sitruações por ela vividas ou imaginadas, ela as recria, dá seus próprios significados, imprime seu ponto de vista e as coloca sob a prespectiva da linguagem simbólica. Então, produz algo novo a partir da sua aprendizagem dos fatos."
É comum surgirem conflitos nas brincadeiras, isso não deve ser encarado negativamente, pois os sentimentos de medo, raiva e rejeição fazem parte da vivência infantil e por meio da brincadeira estes podem ser reelaborados e entendidos pelos pequenos.
Outro fator importante da brincadeira é que ela traz sermpre novos desafios. As crianças observam as mais velhas e aprendem as regras e a experimentar. Em uma brincadeira de corda, por exemplo, pular em um pé só ou girar enquanto pula pode ser difícil no início mas que aos pouco a criança consegue executá-los e isso torna motivador o desafio. Muitas vezes quando se tem o domínio das regras isso permite que as crianças promovam mudanças e pensem em novas maneiras de brincar.
" As crianças podem ainda construir brinquedos e cenários para suas brincadeiras ajudadas pelos recursos que o professor lhes proporciona: materiais, sugestões, realizações das ações mais difíceis, dentre outros." (2007, p 57)
Nesse sentido o papel do educador é permitir que as crianças brinquem diariamente, oportunizando tempos e espaços para o brincar, onde estas possam relacionar-se entre si e com a natureza, trazendo seus elementos para compor a brincadeira, ter experiências coletivas e individuais. Isso não significa apenas momentos, mas tempos/espaços/materiais organizados que permitam às crianças o brincar em toda sua potencialidade, já que o tempo das crianças é diferente do tempo dos adultos e assim possam construir seus saberes e os manifestar ao mundo com o seu olhar.
Também é fundamental esta atento às manifestações culturais da sociedade. Integrar-se á família e a comunidade resgatando e preservando a memória das brincadeiras. Observar preconceitos e valores preconcebidos que surgem no momento da brincadeira e dicutí-los com as crianças.
Com tudo isso podemos pensar como pode ser importante o papel do educador que valoriza a brincadeira e a possibilita para as crianças pequenas, pois trata-se da maneira de aprender que lhes é peculiar nessa etapa da vida.

Sugestões:

Livro: GIRAMUNDO e Outros Brinquedos e Brincadeiras dos meninos do Brasil. Renata Meirelles. Editora Terceiro Nome:2007.

Sites: Mapa do brincar : www.mapadobrincar.com.br
      
         Território do brincar: www. territoriodobrincar.com.br


Referências Bibliográficas:

GIROTTO, Daniela. Brincadeira em Todo Canto. Reflexões e Propostas para uma Educação Lúdica. Editora Peirópolis: 2013


SÃO PAULO (SP). Secretaria Municipal de Educação. Orientações Curriculares: expectativas de aprendizagens e orientações didáticas para a Educação Infantil/ Secretaria Municipal de Educação - São Paulo: SME / DOT, 2007.












sábado, 28 de junho de 2014

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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Brinquedos de Vestir

O trabalho com tecidos pode ir além das modificações do parque ( veja em: Tecidos no Parque) e como prometemos estamos postando essas fotos em que tecidos são usados como fantasias, além do uso de fantasias convencionais. Nas primeiras fotos as crianças se inspiraram na história "O Casamento da Princesa" para criarem as roupas dos personagens.  Veja em: O Casamento da Princesa
As crianças usam a possibilidade do pano para imaginar e inventar, criam um mundo simbólico de princesas, heróis, mães, bruxas e fantasmas. A brincadeira acontece: surgem casas, casamentos, festas, contos de fadas ou de aventuras.








segunda-feira, 16 de junho de 2014

Pequenas Maravilhas Cotidianas

Se soubermos observar, estar perto, ouvindo e brincando com as crianças, testemunharemos pequenas maravilhas construídas no seu cotidiano.

Uma pista de corrida - crianças de 5 anos

Um planeta - Erick 5 anos


Um monstro gigante - Natanael - 4 anos


quarta-feira, 11 de junho de 2014

Tecidos no parque

Qual o lugar preferido das crianças? Não precisamos pensar muito para saber disso. Resolvemos então inovar e desafiar as crianças no parque trazendo tecidos. No primeiro momento a interferência foi nossa, colocamos os tecidos no "macaquinho"fazendo uma espécie de cabaninha. Foi uma loucura, as crianças ficaram em êxtase e queria ir todas ao mesmo tempo. Depois colocamos no trepa-trepa e a loucura foi a mesma. 
No segundo momento as crianças receberam os tecidos para fazerem o que quiser e a nossa surpresa foi que eles correram para as goiabeiras fazer uma "casinha de macaco"( nome dado pelo Bruno à casinha)!!






quarta-feira, 4 de junho de 2014

Quando a criança avalia

No final do ano passado nossa escola, EMEI Professora Laura da C. P. Quintaes, participou de uma avaliação em que os pais, funcionários dialogavam sobre as vários itens referentes a qualidade na Educação Infantil. Alguns desses itens englobavam a os espaços na unidade, a segurança dos brinquedos, qualidade da comida, desenvolvimento pedagógico.
Foi então que sentimos a necessidade de fazer a avaliação com as crianças, afinal temos estudado e buscando uma pedagogia da escuta, porque não saber o que pensam em relação a escola? Não fizemos com eles todos os itens da avaliação, já que a mesma era muito extensa. Eles participaram com seus pais na reunião e sabiam como foi feita, usamos três cartões: verde- está tudo bem, amarelo- precisa melhorar e vermelho- precisa de intervenção urgente. Dessa forma usamos os cartões com as crianças também. 








Vejam o que as crianças concluiram:

  • A gente pode escolher os brinquedos e as brincadeiras
  • Brincamos com areia, terra e água
  • Brincamos de rolar, pular, correr, subir e descer
  • A gente não pode escolher o que quer fazer
  • Este ano teve muitas músicas
  • Faltou usar a vitrola e colocar discos pra gente ouvir
  • A professora não colocou muitas músicas diferentes
  • Teve muita pintura, mas a gente queria pintar mais objetos
  • Não teve muita brincadeira com fantasias, a professora só colocou uma vez e a gente queria mais
  • A diretora tem que comprar mais brinquedos novos
  • Alguns dias a professora não contou história e deveria ter mais livros para olhar
  • Não fizemos muitas atividades escritas
  • A professora falou de todas as crianças
Algumas crianças se dispersaram mas nos surpreendemos com a criticidade que apresentaram, pois se tratavam de crianças de quatro anos. Nada passou na avaliação, nem os dias que por conta da organização do tempo ficamos devendo a contação de histórias, e pelo projeto ter sido sobre música elas demonstraram estar inteiradas no assunto.
O interessante foi um item que fala da escolha das crianças, polêmico entre as famílias  que disseram que as crianças não conseguiriam escolher ( não seria capazes) e que não vem pra escola fazer o que querem, pois entenderam que a possibilidade de escolha seria na verdade falta de limites e contra uma educação centrada na autoridade do professor. Cartão vermelho entre as crianças que disseram que não podem escolher o que querem fazer, e que as possíveis escolhas estavam dentro de experiencias propostas pelas professoras.
Essas foram as anotações que pudemos fazer nas discussões, o interessante seria ter gravado, pois assim poderiamos ter escrito na íntegra e ter identificado as crianças também. Contudo o que queremos mostrar com isso é que sim, as crianças podem e devem ser incluídas no sistema de avaliação educacional, não como avaliadas e sim como avaliadoras.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Elástico

Quem não lembra dessa brincadeira na infância? Pois saibam que ela surgiu na Idade Média e foi uma grande moda nos anos 80. A brincadeira consiste em um grande elástico ( por volta de 2 metros) preso nas pernas de duas crianças, uma de frente para outra, e uma terceira faz uma seqüência de movimentos, se errar passa a vez e se acertar os movimentos vão ficando cada vez mais complicados. O elástico por sua vez vai subindo, dos tornozelos para as pernas, depois para os joelhos, coxas, quadril, cintura e tem gente que brinca até com ele na cabeça. 
Claro que com as crianças pequenas não precisamos complicar tanto e também podemos ver que movimentos podem criar com as pernas, pés, pulos. Uma seqüência bem simples é: pular dentro, pular fora, pular em cima do elástico.O mais divertido nisso é pular muito e rir demais!!