terça-feira, 31 de maio de 2016

Bichinhos de batata

Quem nunca brincou com verduras ou legumes? Criou bichinhos, personagens, histórias?
Trouxemos batatas, palitos de fósforos, de dente e canetinhas pra que as crianças pudessem criar... A experiência foi muito interessante, cada criação é única. Bichinhos pronto para a brincadeira.




















domingo, 10 de abril de 2016

Eita! Estourei com o pé!!!

Entre bolhas, estouros, sensação... PLOC...PLOC...PLOC... Com os pés, mãos, o corpo todo. Brincadeira, descoberta, alegria. O plástico bolha preso no chão possibilitou uma experiência bem interessante as crianças. Inicialmente eles pulavam eufóricos percebendo o barulho que provocava estourar as bolhas. Depois curiosos passaram a analisar atentamente, pesquisar e elaborar suas próprias percepções.



















sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

O Material Não Estruturado

Tecidos, caixas, tampinhas....Há algum tempo temos trazido algumas propostas com materiais não estruturados, mas ainda não tínhamos discutido as inúmeras possibilidades que eles nos oferecem. Materiais simples que permitam, as crianças transformar os objetos e os espaços oportunizando uma experiência nova e enriquecedora a cada brincadeira. Por vezes, as crianças ficam muito felizes em coletar esses materiais mobilizando seus pares e sua família nessa tarefa.  Além dos já citados temos também cones, carretéis, madeiras, conduítes, pneus, recicláveis, cordas, elementos da natureza (terra, areia, flores, sementes, pedras, galhos) e muito mais por experimentar.
Diferente do brinquedo convencional esses materiais trazem um desafio de criar, de inventar e a criança vivencia um ambiente que convida a investigar, a pesquisar, a refletir sobre o objeto e as possibilidades de ação sobre ele.
O uso destes materiais propicia a construção de espaços, tempos e brincadeiras na rotina das crianças, levando-se em consideração o que pensam, sentem, desejam e interagem. Através desse materiais elas agem e pensam, modificam seu uso, os transformam ressignificando dessa maneira o mundo que as rodeia. Usam o jogo simbólico para se colocar no lugar do outro, viver papéis diferentes e assim conhecer e respeitar a diversidade e outros pontos de vista.
O mesmo material pode ser apresentado de diversas formas para as crianças e assim criar uma infinidade de brincadeiras. No caso do tecido: grandes, pequenos, retalhos e tiras fazem toda a diferença quando as crianças criam com seus pares as brincadeiras e seus enredos. São cabanas, tendas, brinquedos de vestir, adereços, roupas de boneca, o tecido tem movimento, isto propicia muitas possibilidades e até intervenções no espaço. 



Nesse jogo de salvamento as crianças estão utilizando uma corda de tecido, são tiras de tecido trançada.

Já essas tiras de tecido amarradas numa estrutura de balança (que não estava sendo utilizada com esse fim) criou um jogo coletivo.
As caixas podem ser grandes, pequenas, abertas, fechadas.... Quantas brincadeiras!
Esse material possibilitou que as crianças criassem um carrinho e experimentando descobriram que ele desliza com mais velocidade no escorregador, além disso, surgiram camas; berços ora para as bonecas, ora para as crianças; casinha; mesas...

Casinha e garagem.
Pista de carrinhos

Cama
Corrida de obstáculo
Construindo Torres
Suporte para o desenho com carvão
Caixas e tampinhas




Mosaico de tampinhas

Nesse contexto o papel do educador é fundamental na medida em que propicia um ambiente acolhedor, propulsor de experiências e aprendizagens, além de materiais desafiadores, estéticos e versáteis, como nos diz GIROTO (2013)
"para isso, é fundamental que os objetos e todo o espaço tenham sido planejados para as crianças de fato. Que os materiais sejam organizados ao seu alcance e de maneira compreensível para que possa guardá-los e recuperá-los. Que ela possa agir sobre os objetos e interferir no espaço com autonomia e criatividade."

Materiais como esses simples, versáteis, de baixo custo que não foram pensados para ser brinquedo, mas permitem a exploração, incentivam a ludicidade, são propulsores da brincadeira. Além de ser instrumento de escuta, pois através deles as crianças criam infinitas possibilidades de brincar, os educadores atentos aos caminhos percorridos pelas crianças podem  ouvir, olhar, sentir o que elas pensam, criam, sonham e conhecem, trazendo novas perspectivas e possibilidades para o brincar.


BIBLIOGRAFIA:

GIROTTO, Daniela. Brincadeira em todo canto: reflexões e proposta para uma educação lúdica. São Paulo: Peirópolis, 2013.


terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Histórias sobre o Dente de Leite

Um momento significativo na vida das crianças é quando os dentes ficam moles e começam a cair, surgindo "as janelinhas". O assunto estava borbulhando entre as crianças, alguns estavam com medo, os que já passaram por isso consolam os amigos e contam suas histórias. Eu tive a oportunidade de ouvir algumas e gostaria de compartilhar...



"Caiu cinco dentes. Meu avô e minha mãe que arrancou. Deixei no travesseiro a fada achou e levou. Cai o dente pra nascer outro mais bonito e forte."



"Minha mãe arrancou  meu dente com a linha. Lavei a boca porque saiu sangue, bebi água com sal. Coloquei no travesseiro e a fada me deu um troco."




"Eu puxei o dente com a língua, ele caiu. Coloquei no travesseiro e a fada pegou."

"Meu irmão me chutou e meu dente caiu e coloquei embaixo da mesa. A fada achou e deixou um dinheiro."


"Fui comer e puxei com força e caiu. Deixei em cima da cama, a fada do dente achou e deixou dinheiro.."

"Caiu dois dentes sozinhos, eu nem vi. Pisei e "pegui". Coloquei no travesseiro e a fada achou."



"Meu dente caiu, meu pai tirou com o alicate de unha. Nem doeu. Coloquei no criado mudo, lavei a boca e quando eu vi o dente não estava mais lá."



"Meu pai arrancou e caiu, coloquei no travesseiro, a fada achou e deixou um dinheiro. Mas eu guardei pra não perder."
Num primeiro momento achei que ela tivesse guardado o dinheiro (também deve ter guardado). Mas dias depois quando ela trouxe o dente pra compartilhar com os amigos, foi que compreendi o que ela guardou.




"Quando eu tinha dois anos estava jogando futebol com meu pai, pisei na bola, cai, bati meu queixo meu dente caiu no ralo."

"Quando eu estava comendo caiu um pedaço do meu dente, mas a fada não vai querer um pedaço. Só o dente todo."


"Eu não sei se existe essa coisa de fada não. Porque uma vez eu coloquei o dente no travesseiro e ela deixou uma moeda. Depois quando fui pra minha avó eu coloquei duas vezes e ela não deixou nada. Só se ela não sabe onde é a casa da minha avó."



"Ela queria que eu tirasse uma foto da "janelinha" e mandasse pra você pelo whattsap."(mãe de uma criança contando que ela queria compartilhar prima que mora longe).



"Quando pequena meu pai arrancou meu dente, depois eu o joguei em cima do telhado e fiz um pedido. Lembro-me desse momento, só não lembro qual foi o pedido.


Descobrimos algumas curiosidades sobre esse momento da perda do dente de leite e as histórias que são contadas as crianças em algumas culturas. Além da história da fada do dente que as crianças trouxeram conhecemos o Ratóncito Perez que assim como na história da fada pega o dente das crianças no travesseiro, mais conhecido na Espanha e  alguns países  de língua espanhola. Existe também o Museu do Rato Perez em Madri.
Já na Inglaterra quando o primeiro dente de leite cai eles o queimam, pois acreditam que assim os novos não nasceriam tortos.
Em algumas partes da Espanha acredita-se que os dente de leite devem ser enterrados, pois os que vão nascer serão fortes e bonitos como as plantas.
Em algumas culturas indígenas quando todos os dentes de leite caem e nasce a segunda dentição os adolescentes tem os dentes frontais cortados em formato de serra "dentes de piranha". Eles acreditam que demora mais para cair, além de ser bonito. Costume que está se tornando raro, seja pelo contato com diversos materiais de higiene bucal, seja pela falta de compreensão das pessoas que não conhecem esse costume. Acredita-se que a modificação dentária dos indígenas brasileiros surge depois da chegada dos escravos africanos. E na África, esse costume já existe com o corte em diversos formatos e outras técnicas.
Também conhecemos o "pau de mascar" usado em algumas partes da África, Ásia e do Oriente Médio. Ao ser mastigado, as fibras ficam expostas, formando uma "escova" aspera. Na África Oriental, cerca de 300 espécies de árvores e arbustos são usadas para essa finalidade.

Mais Informações:

http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/dentes-esculpidos-pela-tradicao-7z2eomhck6sdiusxjb0v7b5fy
http://saude.terra.com.br/saude-bucal/atualidades/aprenda-brincadeiras-para-a
-hora-de-cair-os-dentes-de-leite,075109cd41b2a410VgnVCM3000009af154d0
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Elementos para desenhar: Caixa de Desenho

Essa experiencia ocorreu ano passado, colocamos na sala uma caixa com vários elementos tais como: bolinhas de argila, pedaços de barbante, palitos de sorvete, palitos de fósforo, prendedores de roupas, gravetos. A primeira experiência da turma foi de brincar com os elementos em cima de folhas coloridas de cartolina, no início eles pediram cola, mas depois entenderam e começaram a divertir-se com os desenhos que iam surgindo no papel. Após essa experiência tivemos outras no chão, na mesa sem o papel (aí os desenhos se ampliaram) e as crianças começaram a recolher e encontrar outros elementos para compor essa caixa de desenho.

















Na mesa sem papel e até no cabelo!!!