domingo, 29 de março de 2015

Experimentar, descobrir e brincar com o gelo

Em uma tarde no parque Edson se machucou na perna, nada grave, só uma pequena escoriação. Para consolá-lo peguei um gelo, coloquei no saquinho e depois em sua perna. Ele ficou segurando um pouco e me afastei, logo outras crianças chegaram para saber o que havia acontecido e viram o gelo em sua perna: " É muito gelado" ele disse, então as crianças quiseram sentir também dizendo: " Ahhh, eu me machuquei aqui" e apontavam para a cabeça, e o Edson alí colocava o gelo. As crianças riam, gritavam e inventavam novos "machucados" na perna, no braço, na barriga... Já havia formado uma roda em torno dele e, claro o gelo derreteu no saquinho que virou um brinquedo para eles, correndo pelo parque carregando-o.
Vendo tudo isso tive então a ideia de trazer o gelo para a sala, peguei alguns cubos em bacias e distribui nas mesas para que eles pudessem ver, sentir, tocar e alguns até colocaram na boca para sentir o gosto dele. Perguntei o que era aquilo e todos responderam que era gelo, perguntei de onde vinha, disseram que vinha da geladeira e quando perguntei do que era feito não souberam dizer, apenas disseram que era gelo

As crianças observando e experimentando o gelo
 







Depois disso perguntei se estavam vendo o que estava acontecendo com o gelo e não souberam responder, perguntei o que aconteceria com o gelo se ele ficasse fora da geladeira e a Isabella disse que o gelo ficaria quente e o Henrique disse que ele viraria uma manga. Decidimos deixar as bacias com o gelo fora da geladeira para ver o que iria acontecer com ele e fomos ao parque e ao lanche. Quando voltamos o gelo havia derretido e na bacia havia água. As crianças olharam e disseram: "Nossa o gelo sumiu!!" e o Pedro Gustavo completou: " Ele foi ficando muito pequenininho até sumir". Perguntei o que havia na bacia agora e eles me disseram: água gelada. Porém percebi que não haviam feito relação ao que havia na bacia com o gelo que tinham experimentado, mesmo tendo olhado o gelo derretendo, eles entenderam que ele foi diminuindo até sumir. Achei fascinante esse olhar, pois para nós adultos isso é mais que óbvio.

Quando o gelo derreteu



Propus as crianças que fizéssemos gelo colorido para fazermos uma pintura, eles se empolgaram. No dia seguinte arrumei uma bandeja, copos de café, anilina e água. Expliquei como faríamos o gelo e eles se encantaram, principalmente na hora de pingar a anilina, pois ela "dançava na água" rodopiando e deixando cor. Perguntei como aquilo tudo iria virar gelo, foi então que eu percebi que algumas crianças haviam pesquisado em casa, pois a Isabella disse que a água tinha que ser colocada no congelador para virar gelo, e outras duas crianças também afirmaram isso. Disse as crianças que iríamos fazer a pintura no outro dia  porque levaria um tempo para que a água colorida congelasse.


Preparando o gelo colorido






No dia seguinte as crianças estavam eufóricas, só falavam nisso. Haviam trazido camisetas para não se sujarem porque contaram em casa que fariam uma pintura. Quando viram o gelo colorido ficaram encantados e se maravilharam ao ver a cor deixada no papel dele derretendo. O Edson havia encostado a mão em dois cubos de gelo, um azul e um amarelo e deixou a cor verde em sua mão e isso o deixou extasiado, contando para todos o que havia descoberto.

As crianças pintando com o gelo


Descobrindo a cor verde na mão










Colocamos as pinturas pelo corredor da escola para que os pais também pudessem ver a experimentação.
No dia seguinte levei uma outra proposta: sentir o gelo com os pés e foi impossível não se divertir com as expressões das crianças descobrindo essa nova maneira de sentir.

 Experimentando com os pés







Iremos fazer novamente a pintura com gelo, talvez de outras maneiras com as ideias das crianças pois escutei a Isabella dizer para uma colega: " Pintar com gelo foi muito legal, que pena que foi só uma vez." Isso me fez pensar em nossas práticas: porque só uma vez?

quinta-feira, 12 de março de 2015

O vento, o tecido e a brincadeira

Já mostramos várias vezes, várias maneiras de trazer tecidos para as crianças. Essa é mais uma proposta que junta o vento como elemento fascinador da brincadeira. Quem nunca delirou quando a cortina da casa da mãe voava até o teto? Ou passava no meio dos lençóis lavados (o que podia render uma bela bronca)?
Penduramos alguns tecidos em vários espaços do parque e o resultado foi pura diversão para as crianças, que criaram, imaginaram, sonharam e brincaram com eles.





segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Eu garatujo, tu garatujas...

Um pouquinho de garatujas para nos inspirar nesse início de ano letivo!!!

Arthur - 5 anos


Miguel - 5 anos


Arthur - 5 anos


segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Baobá- Monotipia com folhas

O Baobá é uma árvore sagrada na África. Os griôs contavam suas histórias aos pés desta árvore incrível, seus frutos são muito apreciados, e com suas sementes fazem óleo com propriedades medicinais. Seu caule é um dos mais grossos do mundo, pode chegar a 20 metros de diâmetro, ele é oco e tem capacidade de armazenar 120.000 mil litros de água.

Na época do sequestro do povo africano para trabalharem como escravos, os europeus obrigavam os negros a darem sete voltas em torno do baobá para que "esquecessem" sua cultura e sua história. Eles a chamaram "Árvore do Esquecimento". Porém, esse "esquecimento" não aconteceu e esse povo resistiu bravamente e embora massacrados e inferiorizados pelos brancos, continuaram sua história e perpetuaram sua cultura e o que vemos é ela fortemente presente em nossas comidas, palavras, modo de agir e de pensar. Resgatar essas histórias é resgatar nossa identidade como povo brasileiro.

Para representar o baobá as crianças desenharam seu caule e seus galhos e usamos folhas encontradas no chão do parque para fazer a monotipia com tinta e construir a copa dessa árvore, além da colagem de algumas dessas folhas.



sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Lagartas ll: A surpresa

Depois de anotarmos em um cartaz todas as perguntas das crianças convidamos a bióloga Fátima de Sousa Barbosa para respondê-las. Ela veio até a nossa escola para conversar com as crianças que ouviram com muita atenção e fizeram outras perguntas. Puderam também observar uma borboleta assim como suas partes e saber de suas funções. 
Essa visita foi muito significativa para as crianças, além de conhecerem também a profissão de bióloga. 




terça-feira, 4 de novembro de 2014

Lagartas I: A invasão.

Sim nosso parque foi invadido!! Por dezenas de lagartas, para todos os cantos que olhávamos: lagartas e é claro as crianças enlouqueceram. Observaram de longe, de perto, pegavam gravetos para cutucar, colecionavam nos potes de areia, disputavam para ver quem pegava mais.
Enquanto isso acontecia conversávamos com eles para não as machucarem e nem matarem e coletamos algumas impressões deles:
_Quando ela fica nervosa ela solta fogo. - Maria Eduarda
_Se a gente jogar sal nela ela espirra. - Gustavo
_A cabeça é bem pequena e preta e não dá pra ver o olho dela. - Nicollas
_ É uma lagarta de fogo!!! -Caio
_Ela tem unhas afiadas nas patas. - Franciele
_Come folha. - Caio
_ Por que ela é peluda?- Rychard







quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Mais Pincéis!!!!

Mais Pincéis!!!!

"A criança, num determinado momento, percebe que tudo aquilo que está depositado no papel partiu dela. Não lhe foi dado, foi inventado por ela mesma. Inaugura-se o terreno da criação."Edith Derdyk

A proposta é usar outros pincéis, observar seus diferentes efeitos e muita criatividade.
As crianças puderam usar: pincéis, escovas de dente, tampinhas, palito de sorvete, garfinhos, faquinhas e colherzinhas de plástico, buchinhas, brochas, galhos e as mãos.