sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Montando uma casa

Em nossa escola temos um espaço para que as crianças brinquem de casinha, ela já foi mais estruturada, com porta, janelas e telhado. Porém por sua localização, a noite e nos fins de semana, ela tinha outros usos pela comunidade. Por esse motivo decidimos deixar somente a estrutura de alvenaria.
As crianças então passaram a usar muito pouco esse espaço, levavam areia para brincar de comidinha ou usavam as janelas para subir e sentar em cima do "telhado". Pensamos em tirar essa estrutura, mas antes procuramos saber o que pensavam as próprias crianças .

Espaço da casinha

Questionadas sobre o que achavam desse espaço algumas crianças se colocaram:
_Atrapalha jogar bola lá._ Matheus 
_A gente não gosta muito._ Iasmim
_Eu gosto de subir nela._ Guilherme
_É da hora subir lá._Davi
_Ia ser muito mais legal se tivesse coisas de casa, um sofá, uma televisão._Julia
_É prô...um telhado ia ser bom, e uma porta também._Alexia
_A gente tinha que ter coisas de casinha._ Raphaella.
_E uma rede lá dentro._ Wendryck

Pensando nisso, resolvemos pintar algumas caixas:





Depois de pintadas as caixas se juntaram com as tampas e foram levadas para a casinha e lá as crianças organizaram a brincadeira:

Um sofá

Uma mesa cheia de copos de suco e comida


Uma televisão


Fogão, armários e mesa


Armários, lugar de copos e lugar de pratos

Comida caprichada

Um banquete

Organizando a louça


Um microondas

 Com essa interferência já não havia mais espaço para tantas crianças brincarem. Algumas procuraram outros cantos no parque para fazerem a sua "casinha". 
Dessa forma, ao ouvirmos as crianças e conhecermos suas necessidades de brincadeira torna nossa mediação significativa, dar voz aos pequenos é descobrir novos caminhos que nossos olhos viciados de adultos não conseguem mais enxergar.



sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Desenhos com tampinhas

Outra possibilidade de trabalho com tampinhas que surgiu entre as crianças é o desenho. Elas contornaram e criaram seus desenhos e nos surpreenderam.







terça-feira, 9 de setembro de 2014

Quando a criança avalia. Repercussões.

Em junho publicamos aqui uma postagem sobre a nossa experiência em registrar a avaliação feita pelas crianças sobre nosso trabalho: Quando a criança avalia. Em conseqüência disso fomos convidadas pela DRE de São Miguel Paulista e pela nossa Diretora Solange Oliveira Ferreira a relatar no II Seminário Regional Qualidade Social e Avaliação na Educação Infantil, nossa prática sobre Os Indicadores de Qualidade na Educação Infantil, a qual a EMEI Professora Laura da Conceição Pereira Quintaes, escola que trabalhamos e fazemos parte, participou com muito êxito.
Neste dia contamos juntamente com a coordenadora na época a professora Izabel Cristina Marcelino como foi essa avaliação junto aos pais, assim como fizemos o mesmo com as crianças e compartilhamos  os resultados que nos surpreenderam.

Esquerda: Margarida de S. Barbosa e direita Izabel C. Marcelino
II Seminário Regional Qualidade Social e Avaliação na E.I.


Ficamos muito felizes pois depois disso fomos convidadas a relatar nossa experiência em um Seminário na CEI do CEU Tres Pontes, que desenvolve um maravilhoso trabalho e que nos receberam muito bem. E com muita alegria semana passada fomos convidadas pela diretora Solange a participar com ela de uma entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, publicado no dia 08/09/2014 na pagina A18.

Página do jornal Estadão

Se vocês quiserem ler na integra a reportagem ela também foi publicada na web, aqui estão os endereços:




O que concluimos com tudo isso? Estamos muito contentes pois nosso principal objetivo era de mostrar a todos que as crianças pequenas podem e devem avaliar a escola a qual fazem parte. E que podemos ouví-las e isso de fato contribui para a construção de melhorias na qualidade da E. I. Gostaríamos de agradecer a todos que acreditaram em nós e reconheceram nosso trabalho: Solange Oliveira Ferreira, Izabel Cristina Marcelino, Fernanda Neves, equipe do CEI Ceu Três Pontes, DRE São Miguel Paulista, Elaine Pratico, Juliana Diamente e Sonia Larrubia


Montando uma figura humana com tampinhas

Explorando com as crianças as tampinhas, resolvemos lançar um desafio as crianças: criarmos um desenho em tamanho natural de uma figura humana. A primeira experiência foi contornar o corpo com barbante e fita crepe, depois de pronto as crianças preencheram com as tampas e escolheram as cores para montar. Na segunda experiência o desenho do corpo foi feito com canetinha em papel pardo com o mesmo intuito de preenchimento. 
Os dois foram desmontados no final, mostrando as crianças que a arte pode ser uma brincadeira efêmera, sem necessidades de torná-la permanente.




sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Tampinhas!!!

A turma do ano passado deixou um legado para nós. Eles colecionaram tampinhas e a caixa ficou em nossa sala, uma caixa enorme cheia de tampas, das mais variadas cores e tamanhos. Vendo essa caixa algumas crianças pediram para brincar com ela e surgiram ideias muito ricas e sensacionais. Confiram:

Empilhamentos

Caio virou a caixa e descobriu que elas ficavam em pé


Um mosaico




segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Quem pega chuta!

Quando as crianças brincam livremente elas estão aprendendo e criando, basta termos um olhar sensível e atento. Se nos permitirmos investigar nos depararemos com descobertas incríveis a respeito deste mundo tão deles. E foi em uma dessas tardes gostosas de parque que percebi uma cena: algumas crianças na parte de baixo do parque esperando o chute de um colega que estava na parte de cima, quando o mesmo chutava corriam para pegar a bola e aí quem a pegava chutava para os outros pegarem. Quando perguntei para eles que brincadeira era aquela o Yan me respondeu: "Essa brincadeira é quem pega chuta!!!"
Não precisava dizer mais nada, o nome da brincadeira é também a sua regra fundamental, criada e compartilhada pelas crianças, outras turmas também já se apropriaram dela.




segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Brincadeiras que surgem dos tecidos

Os tecidos já fazem parte da rotina, ir para a brincadeira sem eles é quase sempre levar uma chamada das crianças. E eles criaram muitas brincadeiras. Vejam:

Um varal, uma casa



Uma rede, um balanço



Uma trave de futebol, uma cabana